Ato II - O crime

>> quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tomada por uma onda incontrolável de impulsividade, caminhou até ele. Ofereceu uma bebida, e reparou o espanto que tomou conta do rapaz. Olhando agora, ele tinha no máximo uns 19 anos de idade, e com certeza não estava acostumado a meninas lhe pagando bebidas. Ela não era muito mais velha, mas naquele momento os 3 anos de diferença a faziam sentir extremamente adulta e dominadora.

O moço aceitou, sentindo-se impossibilitado de negar qualquer coisa aquela figura felina parada a sua frente. Beberam 1, 2, 10 cervejas. Ele esqueceu-se dos amigos com os quais havia ido ao bar e só tinha olhos pra ela. Era um menino, 18 anos apenas. Assim ela pensou, do auge de seus 21. Era um menino pelo qual ela nutria agora um desejo intenso de entrega, de total e completa entrega.
Saíram dali. Havia algo de insano naquela noite. Algo que chamava pra baixo, sempre para baixo. E eles caíram.

Havia algo de impróprio naquela noite de sexo. Algo que pedia pra parar, qualquer coisa de loucura, de insensatez. Ainda que a vida clamasse por um fim àquilo tudo, continuaram. Da maneira mais sórdida e, por mais estranho que possa parecer, mais pura, deixaram-se levar.

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