A morte nunca faz parte de histórias felizes. É sempre algo que nos inspira tristeza e dores, que nos faz pensar sobre a nossa existência e do que nós temos sido para nossos parentes e amigos. Sinto, a cada dia que passa, como se eu estivesse sendo um peso e como se cada pessoa fosse um peso. Não aquele tipo de peso desnecessário e que se deve dispensar, mas aquele, que mesmo que pese demais, jamais possamos nos desvencilhar dele. Somos pesos na vida das pessoas, assim como nós e os outros são pesos nas nossas vidas, jamais poderíamos nos livrar disso.
Eu tenho medo demais, de que um dia, as pessoas tenham que ser leves demais, ou forem apenas tratadas pelo peso “físico” delas, e julgadas. Sabe?
A morte, ou o final da existência, para alguns, me faz pensar que amo. Eu sinto falta dos defeitos e de todas as vezes que até mesmo choro por não ter conflitado minha opinião com uma determinada pessoa que eu amo.
Temo que não tenha sido a pessoa que menos trouxe problemas, que não tenha sido compreensiva e nem amável. Fico triste, todos os dias que penso nas palavras torpes que digo e atitudes estupidas que por algum motivo faço. Temo que um dia alem de mim saiam outros muito machucados a cada discussão mais séria, sinceramente tenho medo, tanto medo que meu coração chega a se comprimir toda vez que penso em algo realmente ruim a dizer. Mesmo quando o ódio me consome, mesmo quando a ira seria proporcional para um apocalipse, mesmo quando a vida é figurativa, existe algo, que não me deixa fazer a pior burrada do universo.
A morte me lembra que matar alguém, não é apenas um processo físico. E eu choro toda vez que descubro que matei uma parte de alguém....