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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os Irmãos Trouble

Dois pra lá, dois pra cá. E assim começava o casal a dançar desajeitadamente no meio do salão. A valsa fluía majestosamente naquela ocasião, e os penetras aproveitavam a excitação do povo para se divertirem e forrarem seus estomagos famintos pela comida e bebida da nobreza.

Anoitecera já a algum tempo, e os dois entraram já tarde, na hora em que os nobres acreditavam em qualquer coisa. Larissa e George agora se tornavam para os demais presentes barão e baronesa de Waterblue, donos de uma grande quantidade de terra e uma boa frota comercial.

Depois de dias fazendo fortuna as custas das riquezas dos nobres de maneira ilícita, o trabalho estafante de cada dia, surras de guardas, corrida da milícia da cidade e todo tipo de contratempos, o que os irmãos queriam era apenas diversão sem preocupação e de boca farta.

De fato aquele era o melhor vinho de todo o reino, e agora eles estavam montados em uma fortuna que os sustentaria durante anos e anos. Mas o paraíso de dois foras da lei não pode ser longo, nem muito menos sem outras aventuras e perigos de morte. George, ao se aproximar da mesa, onde estavam aquelas aves exóticas assadas, encontrou-se com uma figura que não gostaria, Sir Laurus Glauco, que de primeira o reconheceu e soltou um grito chamando os guardas.

O alvoroço surgiu, e os irmãos arruaceiros ja estavam longe da paz novamente, correndo separados para algum tipo de esconderijo, porem ali, eles estavam cercados por quase todos os lados e, se não o pior, um evento nada bom aconteceu. George conseguiu fugir, mas Larissa foi capturada pela guarda de Sir Laurus.

O que farão separados os irmãos Trouble?

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Canção do Velho

Nos primeiros momentos era possível ignorar e não dar valor aquele senhor que de tão barbudo e sujo parecia um mendigo. Seu bandolim surrado em seu colo e um chapéu jogado no chão trazia uma imagem pobre, mas apenas para aqueles que só o viram. Dos que ouviram as notas e palavras do velho, nenhum voltou a viver como antes, suas mentes mudaram e, por causa deles, hoje em dia aquela memória ainda existe.
As notas reverberavam dissonantes enquanto aquele senhor recitava algum tipo de melancolia, seus versos contavam lendas antigas e tristes e suas mãos movimentavam-se de forma pesada naquele bandolim. Seu semblante era abatido como as dores que emanavam daquela canção esquecida, era possível sentir gosto de sangue enquanto as notas se tornavam mais agudas, era como se o peso de todo o mundo caísse sobre a cabeça de todos que estavam ali.
As arvores também entoavam sua musica como se também fizessem parte dela, as águas do rio moviam-se e se agitadas e os animais silvestres se perturbavam a cada tom. Era perceptível a qualquer um, mesmo sendo insensível, que aquela não era uma canção comum e que todos os que estavam ali a ouvindo faziam parte dela e, se jovens demais, ainda fariam parte dela.
A carga daquelas notas levaram todos a exaustão e o senhor abatido terminou de contar tudo do passado e do futuro que sabia para aqueles escolhidos, que não sabiam como estavam ali e nem quem era aquele velho. Ao amanhecer a floresta adormeceu, o canto dos pássaros emudeceu e o senhor da mesma forma que chegou, desapareceu.
Então os que presenciaram esse momento souberam que este fora único e secreto.